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ESPELHO
ESPELHO
Ao contemplar a imagem de uma face refletida,
Vejo como é triste o vagar de um desesperado,
Que com o tempo foi marcado,
Tirando-lhe o restante da tua vida.
Indignado,
Meus olhos continuava a contemplar,
Toda a imagem daquele ser,
Que estava ali parado, sem nada falar.
Com o passar dos momentos,
Na face daquele ser,
Não se via outra expressão,
Se não de dor e angustia de se viver.
Por mais que ele tentasse,
Não conseguia esconder,
Que se tornara passado,
Diante de um presente,
Que ninguem consegue entender.
Quando ele volta a realidade,
Dos olhos, deixa uma lagrima a escorrer,
Como que dizendo:
O mundo não vive de passado,
Somente de presente,
Talvez seja por isso é que ele me esqueceu.
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